“Os investimentos em planejamento urbano devem estar na ordem do dia dos pré-candidatos”, defende Rubens Jr

O debate entre o pré-candidato a prefeito e deputado federal Rubens Júnior com profissionais da área habitacional e urbanística, teve como foco as políticas públicas voltadas para o direito à moradia e o urbanismo em São Luís. A plenária por videoconferência foi transmitida nas redes sociais do pré-candidato e faz parte do movimento Diálogos por São Luís, idealizado por ele.

A conversa, contou com a participação da professora, arquiteta e urbanista, Raissa Muniz Pinto; do professor e presidente da União de Moradores do Centro Histórico de São Luís, Luis Cláudio Laet Nogueira; e da especialista em Assessoria Técnica para o Habitat Urbano e Rural, Lohanne Correia.

Rubens, que tem domínio de fala sobre o tema habitação e urbanismo, já que comandou recentemente a Secretaria Estadual de Cidades (Secid), falou sobre as ações que aplicou durante o período em que esteve à frente da pasta, e fez um levantamento da realidade que São Luís enfrenta nas questões habitacionais e urbanas.

“São Luís tem o 6° maior déficit habitacional entre as capitais brasileiras e o 1° maior déficit entre as capitais do Nordeste com 14,1% dos imóveis com algum tipo de inadequação, precisamos investir no planejamento urbano e isso precisa tá na ordem do dia dos pré-candidatos. E esse é um compromisso que eu assumo”, disse.

No executivo estadual, Rubens tem no currículo programas como o Nosso Centro, que valoriza os empreendimentos e o incentivo a preservação e uso dos equipamentos na região do Centro Histórico. Além de outras iniciativas como o Adote Um Casarão, que possibilita que empresas usem os prédios históricos por até 30 anos, fazendo com que a habitação e economia do Centro Histórico seja ampliada, e o Cheque Minha Casa, programa que dá incentivo financeiro para que famílias de baixa renda possam reformar suas moradias.

Defendendo o direito à moradia digna e pensando não só na quantidade mas na qualidade de equipamentos entregues por programas como o Minha Casa Minha Vida, Lohanne Correia, diz que é preciso olhar as necessidades reais de cada pessoa, já que em muitos casos as moradias são entregues em locais distantes de equipamentos públicos, dificultando a vida do morador. “A habitação é um direito e quando você nega esse direito está negando também o acesso a cidade e aos equipamentos públicos. Por isso, é preciso construir moradias pensando nas reais necessidades das pessoas. Dar moradia em locais distantes e sem estrutura básica é um erro” argumentou.

Já a professora, arquiteta e urbanista, Raissa Muniz, lembrou que na pandemia, foi possível enxergar ainda mais a importância da moradia digna e de como a qualidade do lar é uma questão social extremamente importante. “A casa faz parte da sua construção como ser e isso ficou ainda mais nítido nessa pandemia. As pessoas precisam ter autonomia na escolha de onde irão morar. Como que o poder público pode devolver o poder de escolha da população? Como traçar um planejamento que consiga possibilitar essa escolha? Questionou.

“Esses temas devem ser encarados com uma visão futura de acolhimento, e devemos ter um olhar especial para o ser humano”, complementou o professor Luís Cláudio.

Rubens que também defende a Regularização Fundiária, sendo este mais um dos programas executados por ele na Secid, disse que pretende levar o programa para o plano de governo. “A regularização fundiária dá a posse de fato para as famílias que não tem um documento oficial de suas moradias e esse também é um compromisso que eu assumo”, finalizou.